Uma cidade consciente, sustentável e diferenciada, tem de criar condições para que o Alto Lumiar tenha a notoriedade e visibilidade que merece.
2013 tem que constituir um ano decisivo no que diz respeito as acessibilidades ![487325_122415171234886_782741871_n[1]](https://ambcvlumiar.files.wordpress.com/2013/01/487325_122415171234886_782741871_n1.jpg?w=450)
Tem recorrido alguns moradores à nossa Associação, manifestando a necessidade de melhorar alguns aspectos ligados ao acesso pedonal que liga o nosso Bairro ao Centro do Lumiar.
Esta passagem é de estrema importância e única para muitos dos nossos residentes e a questão da segurança é um valor que devemos ter sempre em consideração, deste modo, solicitamos à Unidade Intervenção Territorial Norte da Câmara Municipal de Lisboa, melhor atenção para as questões que se tem levantado, a saber:
1. Iluminação pública
Existe uma zona de passagem que está desprovida de iluminação pública e será necessário providenciar a sua colocação.
2. Acesso de terra batida
Relativamente à zona de passagem, como ilustra as fotos, será necessário reforçar a zona de passagem, com saibro destinado a regularizar, ligar e estabilizar por forma a formar um pavimento resistente a erosão hídrica e eólica.
Um chafariz é um chafariz é assim que possivelmente muitos de nós olhamos para este, ainda para mais num estado de abandono, não me espanta que um dia destes seja demolido sem contemplações, apagado sem piedade das nossas memórias urbanas, sinais do implacável “progresso”.
Este chafariz, situa-se na Estrada da Torre, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, junto ao antigo Restaurante Castanheira de Moura, trata-se de um chafariz de coluna central por onde a água canalizada corria para o tanque redondo em cantaria, parece ser pedra de lióz ligada por ferro fundido, a coluna central torneada e coroada por uma bola.
Na minha opinião este chafariz é centenário e importa salvaguardar este património do Lumiar, não podemos deixar apagar a nossa memória urbana.
João Carlos Antunes
Sendo o Bairro da Cruz Vermelha do Lumiar uma pequena povoação operária, não será de admirar que os seus edifícios e restante equipamento urbano não merecem um especial destaque. No entanto, graças aos inúmeros equipamentos sociais que veremos de seguida, o conjunto reúne condições para ser olhado como equilibrado onde a qualidade de vida foi em tempos melhor.
No que respeita à tipologia da habitação pode-se dizer que existem basicamente dois tipos: casas de tipo operário e edifícios de 4 pisos de altura.
Junto ao perímetro do Bairro encontram-se vários equipamentos relacionados com a arquitectura industrial e, nomeadamente, armazéns e fábricas que deram emprego a muitos dos moradores do Bairro.
Com muitos equipamentos assistênciais como são o Centro de Saúde, a Creche e Jardim Infantil e o Centro Social para um território de 6 hectares, é de sublinhar a concentração deste tipo de instituições que davam à população uma sensação de segurança no que respeita à saúde e ao apoio social.
Relativamente aos equipamentos comerciais, o Bairro foi criando os seus cafés, lojas e outras pequenas actividades comercias que se iriam instalar com o decorrer do tempo.
No que respeita a equipamentos culturais é de destacar o Salão de Festas, espaço polivalente, que chegou a funcionar como teatro, cinema, clube de recreio e clube desportivo.
Em termos desportivos para além deste Salão de Festas, não existiam espaços devidamente organizados e concebidos para o efeito. As actividades desportivas e nomeadamente a prática do futebol, era feita em espaços baldios dentro do Bairro e junto à sua fronteira.
O único equipamento escolar existente resume-se à Escola Primária nº 91.
Para além deste tipo de equipamentos, existiram outros equipamentos urbanos que caracterizavam o espaço público do Bairro. Assim, existiu uma meia dúzia de chafarizes públicos que forneciam a água à população, pequeno canteiros ajardinados, os postes de iluminação pública, etc.
De todos estes equipamentos, Contudo é de destacar o espaço da actual colectividade que em tempos também albergou uma biblioteca.
No dia 25 Outubro de 2011, foi recepcionada na Assembleia Municipal de Lisboa, a resposta do Sr. Vereador Manuel Salgado ao requerimento nº 36 /GM – PEV/ 2011. Of_1326_GVPMS_11
Segundo o Sr. Vereador Manuel Salgado, a CML está em condições para dar continuidade ao processo de requalificação do talude da rua Pedro Queirós Pereira, com o devido acompanhamento da Unidade de Intervenção Territorial Norte, considerando que a Prorrogação do Contrato Inominado celebrado entre a CML e a SGAL, foi recentemente aprovado na ASSEMBLEIA MUNICIPAL LISBOA na reunião n. °53 a11 de Outubro de 2011,na proposta 466/2011 (Subscrita pelos Srs. Vereadores Manuel Salgado e Maria João Mendes)
Aprovada por Maioria com a seguinte votação:
Votos a Favor – PS/ 2 IND
Votos Contra – BE/ PEV
Abstenções – PSD/ PCP/ CDS-PP/ PPM/ MPT
Aguardamos agora que o processo de requalificação do talude seja finalmente concluído, respeitando o cumprimento das normas técnicas que constam no Decreto-Lei nº163/2006,
Consulte o texto do Guia “Acessibilidade e mobilidade para todos”, versão .pdf
Publicamos aqui o 01-PLANOGERAL , já entregues à SGAL, por oferta AVAAL – Ass. Ambiental Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa, há já algum tempo.
A requalificação do talude, tem uma estimativa de custo total na ordem dos 123. 327,75€
AMBCVL – coloca esta simples questão:
Daquilo que a AMBCV Lumiar conhece do bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, das evoluções urbanísticas mais recentes e das reclamações dos moradores, consideramos que é necessário encontrar soluções de valorização da zona ao nível dos acessos e da mobilidade, para que não sejamos condenados a viver anos a fio neste “presidiu”, cercados por arame, estradas bloqueadas, com redes de protecção às obras paradas e actual construção envolvente, ficando o que é perto, ainda bastante afastado.
A esta necessidade junta-se também a questão da segurança, que é uma preocupação crescente no bairro e para a qual a questões dos maus acessos em nada ajuda.
No passado dia 27 de Setembro, foi entregue a candidatura ao apelo 21, promovido pela CML. A ideia de aderir ao Apelo 21 nasce da oportunidade que achamos que esta iniciativa representa de melhorar as condições do Bº da Cruz Vermelha, uma vez que esta é uma das nossas missões como associação. O facto de sempre ao longo dos anos termos lutado, umas vezes sozinhos, outras vezes com outros, pela melhoria do bairro faz-nos acreditar que é possível fazer mais, juntar as forças e canalizar as verbas públicas para aquilo que os moradores consideram mais importante e urgente.
Por outro lado, a inovação desta iniciativa e a capacidade que pode ter de juntar mais pessoas e organizações à volta dos mesmos problemas, faz-nos acreditar que é uma mais valia.
Para além do trabalho comprovado da AMBCVL na luta pela resolução dos problemas do bairro, a AMBCV Lumiar conta com força da rede de parceria local, nomeadamente a JFL -Junta de Freguesia do Lumiar, Gebalis,EMM Empresa Municipal, CSM – Centro Social da Musgueira, Fundação Aga Khan – Programa – K`Cidade, ARAL – Associação de Residentes do Alto do Lumiar, AVAAL Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa, ISU – Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária e APEAL Associação de Pais e Encarregados de Educação do Alto do Lumiar para este projecto e das urgentes necessidades identificadas, os principias motivos que justificam a nossa crença no trabalho a desenvolver e a selecção da candidatura deste projecto são:
Ponto 1. Melhorar a qualidade de vida dos residentes
Ponto2. Melhorar as acessibilidades, promovendo melhor mobilidade de pessoas.
Ponto 3. Melhorar a segurança de pessoas e bens
Pensamos com uma intervenção de proximidade, civilizada, exigente, participativa e alargada a moradores, actores públicos e privados, podem-se alcançar importantes resultados.
João Carlos Antunes – O Presidente da Direcção da AMBCV Lumiar