Gebalis foi executada pelo Fisco

Janeiro 8, 2011

A empresa municipal Gebalis, foi executada pelo Fisco por dívidas de IVA e IRC no valor de 16 milhões de euros, dos anos de 2006 a 2008. António Costa ameaça entregar a gestão dos bairros ao Governo.

 Direcção-Geral de Impostos tem em curso dois processos de execução fiscal contra a Gebalis, o prazo para o pagamento termina dentro de duas semanas.

O Fisco considera a Gebalis uma prestadora de serviços da Câmara, pelo que deve pagar o IRC as obras realizadas nos bairros sociais, no valor de um milhão de euros. O entendimento das Finanças é, ainda, de que a empresa deve cobrar o IVA sobre as rendas que recebe. Entre 2006 e 2008, reclama uma dívida de 15 milhões de euros.

 António Costa, disse hoje que “este é um tema com a maior gravidade política, que é necessário tratar politicamente”. Por isso, a autarquia enviou para o Parlamento uma moção a exigir a clarificação legal dessa matéria. Para Costa, esta tributação significaria que a autarquia teria de perder 23% das receitas que tem com as rendas, que já são financiadas anualmente em 75 milhões de euros, e que teria de fazer incidir o aumento junto dos munícipes.

“Se o Governo entender que há condições sociais para aumentarmos em 23% as rendas sociais, o Governo assumirá essa responsabilidade”, assegura o autarca, que considera que não há condições “em Portugal e em Lisboa para aumentar as rendas em 23%”.

Perante estes factos a AMBCV Lumiar coloca algumas questões, tendo em consideração que somos moradores e Parceiros Sociais da Empresa municipal Gebalis, a saber:

  • A ser verdade a execução fiscal referente aos anos 2006 a 2008 no valor de 16 milhões, em relação os anos 2009 e 2010 são mais uns Milhões?!
  • Haverá depois dinheiros para pagar os fornecedores? (por exemplo as empresas que fazem a manutenção do edificado dos 70 bairros)
  • Haverá dinheiro para pagar as colectividades e Associações que desenvolveram projectos em parceria com a Gebalis durante o ano 2010?
  • Como é que fica o pagamento dos ordenados aos mais de 200 funcionários da empresa?
  • Até quando está empresa vai pagar os prejuízos cumulados de 2004 a 2007 (mais de 24 milhões – até 2003 a empresa estava financeiramente equilibrada) e o endividamento em mais de 32 milhões de euros não tenham servido para nada de útil nesta vertente, gerando hoje um encargo de juros superior a 1,3 milhões de euros anuais.

Os moradores pagam rendas que rondam os 21 milhões de euros anuais, os quais são gastos na gestão social e na manutenção e conservação do edificado. As rendas são sociais e têm, por isso, em linha de conta os rendimentos dos agregados familiares e a sua dimensão, sendo que a renda média é de perto de 75 € mensais. O facto de serem praticadas rendas sociais traduz-se num custo anual da Política de Habitação do Municipal de 75 milhões de euros, valor que traduz a diferença entre as rendas sociais aplicadas e as rendas técnicas/valor de construção do fogo.

Neste País, vale tudo e não olham a meios para equilibrar as finanças públicas, perguntamos esta empresa existe desde 01 de Outubro de 1995, só agora é que as finanças se lembram que esta empresa existe?


AMBCV Lumiar Blog está em primeiro

Junho 14, 2010

Foi com agradável surpresa que ao consultar o wordpress Dashbord, verificamos que estávamos em 1 lugar dos blogs.

 

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Obrigado a todos aqueles que nos visitam, voltem sempre, recomendem, é um produto local, mas está disponível para o resto do mundo e arredores.


Vila Sousa no LUMIAR – Prémio Valor -1912

Março 23, 2010

Hoje deparei com a Vila Sousa no Google Earth, prémio Valmor de 1912  da autoria de Norte Júnior, um dos meus arquitectos de eleição. É um palacete arte nova que é uma autentica “peça de joalharia” de arquitectura num calamitoso estado de conservação… foi mais forte do que eu…

 Aproveitei uma ida a Lisboa e com uma escapadinha lá fui eu às ruínas… Fica situada na Alameda das Linhas de Torres, 22  que por ser um sítio difícil de estacionar, tive de parar  numa azinhaga que ladeia a propriedade  onde me introduzi pelas traseiras. Uma vez mais tive de saltar um muro e fiquei surpreendido pelo seu enorme tamanho , o terreno deve ter as dimensões de um campo de futebol e a casa é maior do que uma piscina olímpica.

 O que foi outrora um harmonioso jardim é hoje uma verdadeira exploração agrícola. Todo o terreno está  aproveitado com uma super horta, todos os centímetros quadrados estão plantados com uma cultura intensiva de couves galegas e outros géneros que tais. Deve ser a horta mais cara e mais chique de Lisboa, a avaliar pelo preço do metro quadrado nesta zona da cidade, além de se poder gabar de ser uma horta Valmor…

 Como não sabia se havia cães ou alguém por perto entrei a cuidado para evitar surpresas desagradáveis. Aproximei-me da casa pelas traseiras sem me ter apercebido da sua dimensão e traça da fachada. Desta vez comecei pelo fim e a excitação foi crescendo à medida que que me aventurava entre os muros e  escolhia ângulos que pudessem  transmitir o ambiente e tamanho deste monumental edifício

 As paredes exteriores foram consolidadas após todo o miolo ter derrocado sendo a única coisa que resta de pé… do seu interior restam apenas memórias que gostaria de acordar.  Tentei imaginar as paredes decoradas com frescos e quadros, os tectos com estuques rendilhados e lustres de cristal, o chão com elaborados desenhos de parquet, os salões e a biblioteca, os quartos e cozinha… 

 Toda a decoração deveria ser constituída por um enorme espólio de arte a avaliar pela envergadura e pela riqueza desta casa. Como teria sido  o dia a dia da família que ali vivia, os criados, os amigos e festas que certamente ali tiveram lugar … 

 Foi encomendado por José Carreira de Sousa, de quem tentei saber algo pela internete e nada consegui apurar, apenas posso neste momento alvitrar que era um  rico burguês, uma vez que não vem referidos em nenhum site de genealogia… fiquei curioso sobre este personagem…se alguém souber algo e quiser partilhar…

 Só descansei até ter vislumbrado a sua magnífica fachada, um deleite de arquitectura e decorada com riquíssimos pormenores decorativos que se mantém perfeitamente preservados.
As janelas são graciosamente traçadas, rematadas com arcos de volta perfeita, suportadas por colunas com capitel de inspiração coríntia e um toque de arte nova, que lhe dão um toque romântico muito característico deste estilo. A cantaria é minuciosamente esculpida com motivos florais e no frontão tem uma grinalda que se poderia considerar uma natureza morta… enfim, mais uma pérola deitada aos porcos…

 … Uma vez mais são inevitáveis as pertinentes questões da praxe…porque é que a Vila Sousa está neste estado??? Que medidas foram ou estão a ser tomadas no sentido de proteger um prémio Valmor??? Já  ouviram falar em obras coercivas??? Já alguém pensou na rentabilidade que poderia dar uma propriedade deste calibre??? É meramente uma questão financeira ou é apenas desleixo cultural??? Se for uma questão financeira arranquem as couves e plantem coisas mais rentáveis, talvez daqui a uns anos se consigam reunir verbas suficientes para reconstruir este monumento

fonte:  http://ruinarte.blogspot.com/

Publicada por Gastão de Brito e Silva em 3/18/2010 09:09:00 PM