A onde está a solidariedade?

Dois anos depois da denuncia, continua a ser uma imagem impensável, independente da cidade, do país ou do continente, mas infelizmente são imagens do território definido por alguns por Alta de Lisboa, um casebre a onde um cidadão vive em condições miseráveis, que nos envergonha a todos, os quais não podemos ficarmos insensíveis.

A onde estão os psicólogos, as assistentes sociais, as técnicas de acção social, a onde estão as instituições, as associações que dizem que ajudam os seres humanos?

A onde está a solidariedade?

4 respostas a A onde está a solidariedade?

  1. A resposta ninguém te pode dar, nós não temos meios capazes de cuidar ou tratar de doentes psiquiátricos que não querem ser tratados. Não é um problema nosso, é um problema global, não existem maneira (só talvez prisões) de manter estes doentes em instituições, é um tema que me é caro e acredita não é uma questão de solidariedade não há assistentes sociais nem ninguém que consiga tratar ou ajudar alguém que não quer ser ajudado. Sabes que 70% dos sem abrigo em Nova Iorque são Esquizofrénicos? mais uma vez não é só falta de meios nem de vontade o problema vai muito além disso

  2. bcvlumiar diz:

    Amigo João
    Bem sei que o problema daquele cidadão é um problema de saúde mental, tive a oportunidade de falar com ele e de ver a suas condições imagináveis de sobrevivência.

    Existem situações de caráter de urgência em que é possível promover e decretar o internamento compulsivo, no termos da lei nº 36/1998 de 24 de julho ( lei de saúde mental).

    Determinada pela autoridade de saúde publica (delegado de Saúde) nos termos da disposição do art 12, 13º 22º, 23

    Art 12 2_ o portador de anomalia psíquica grave que não possua o discernimento necessário para avaliar o sentido e alcance do consentimento, quando a ausência de tratamento deteriore de forma acentuada o seu estado.

  3. Um internamento compulsivo permanente não é exequível, ele fica lá 2 meses e depois está na rua outra vez, infelizmente é assim, não por que a instituição o expulse mas porque ele à primeira oportunidade vai-se embora. Não há lei que se consigam sobrepor à vontade de um doente mental.
    Com isto tudo não defendo que se deixe a situação como está mas é preciso ter alguma atenção quando se acusa terceiros (estado, instituições, etc,etc), penso que corres o risco de estar a ser injusto e só saberes a história a metade.
    Para finalizar acho muito bem que publiques estes posts, embora, confesso, que a imagem que publicaste com o Feliz Natal achei de muito mau gosto, por todas as razões que te apresento acima. Mas como te conheço e sei que gostas de provocar e de chocar o pessoal até intendo (mas não gosto) e espero que pelo menos contribua para mudar esta situação.

  4. bcvlumiar diz:

    Amigo João

    Para não ser injusto, pergunto sabes há quantos anos aquele cidadão vive naqueles condições?
    O que é que foi feito até aos dias de hoje? (Porque para mim nada mudou)

    Não é aquilo de eu digo que choca mas a imagem que eu publico.

    Se defendes que não devemos deixar a situação tal como está, o que é que podemos fazer para alterar e ajudar aquele cidadão com trauma de guerra.

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