Memória de um bairro de Lisboa

Sabia que o nascimento do Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, foi um exemplo para outros locais de Portugal e no Mundo. (1963)

A campanha “Dez tostões para uma casa” projectou-se noutras terras do país.

Em resultado disso e tendo em conta os graves problemas que existiam em todas as grandes cidades e em particular com aqueles que abandonaram as suas terras de origem na ilusão de virem encontrar na capital melhores condições de vida, o sucesso do exemplo do Bairro da Cruz Vermelha foi logo apontado como solução para muitos dos problemas existentes.

Por exemplo, de Lagos surgiu um pedido de informação pormenorizada. Existiam ali umas 60 famílias vivendo nas mais precárias condições dentro de miseráveis barracas. De imediato foram solicitados da Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa a cedência dos respectivos planos com o fim de estudar a possibilidade de ali se construírem casas para substituição dos abarracamentos.

Igualmente de Vila Franca de Xira esses planos foram pedidos para o mesmo efeito. Surgiu, de Estremoz, o oferecimento de terreno para a hipótese da iniciativa da Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa poder ali chegar. Sabe-se que em Braga se desenhou um movimento no sentido de também ali a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa levar por diante a construção de casas de igual tipo para gente pobre que as não tem.

O mesmo desejo de conhecer os planos das casas foi manifestado de Sintra, onde se previu uma acção local com objectivos idênticos. Neste mesmo sentido se tinha pronunciado, nas Caldas da Rainha, referindo-se à campanha “Dez tostões para uma casa” e enaltecendo-a, o bissemanário “Gazela das Caldas”

Também de Viana do Castelo, surgiram louvores para a iniciativa da Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa.

Fora de Portugal também surgiram interessados.

O Presidente da Cruz Vermelha Internacional veio visitar o Bairro de propósito. Esta obra foi acompanhada com muito interesse por eles.

Veio cá um grupo de estrangeiros para falar com a Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa, vindo de países com carências de casas, como em Portugal.

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