Bairros Municipais em debate na Assembleia Municipal de Lisboa

Intervenção do Presidente da Direcção da A.M.B.C.V. Lumiar, na Assembleia Municipal de Lisboa, no dia 19.11. 2011, no âmbito do Debate sobre Bairros Municipais de Lisboa.

 

 Disse : “Falar de Bairros Municipais é em primeiro lugar pensar nas pessoas.

A gestão dos bairros municipais foi, é e continuará a ser uma tarefa complexa que requer estruturas dinâmicas, eficazes e pouco burocráticas, com pessoal qualificado e directamente implicado nos locais onde se exige uma acção directa.

Os Bairros Municipais muitos deles tal como são dimensionados e regulados, são sinónimos de discriminação negativa. Não existem dúvidas, que actualmente os bairros sociais constituem grandes focos de tensão social, muitos dos seus residentes encontram -se sem trabalho, factores que podem despoletar o aumento da marginalidade, vandalismo e delinquência juvenil.

 Os bairros municipais são com frequência notícia, mas raramente pelas melhores razões, estão associado ao tráfico e consumo de droga e a outro tipo de crimes que geram sentimentos de medo, até naqueles que lá nasceram.

Convidou a Comunicação Social a visitar o Alto do Lumiar e a olhar para o trabalho comunitário realizado pelas Várias instituições locais, para o Bons exemplos que esta zona da cidade realiza.

 Daquilo que a AMBCV Lumiar conhece do bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, das evoluções urbanísticas mais recentes e das reclamações dos moradores, consideramos que é necessário encontrar soluções de valorização da zona ao nível dos acessos e da mobilidade, para que não sejamos condenados a viver anos a fio naquele “presidiu”, cercados por arame, estradas bloqueadas, com redes de protecção às obras paradas e actual construção envolvente, ficando o que é perto, ainda bastante afastado.

Somos um gueto na cidade de Lisboa, mas não somos excepção existe infelizmente outros exemplos espalhados pela cidade

Mas quem é que é responsável pelos bairros municipais serem guetos divorciados da restante cidade.

Contrariamente ao que o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. António Costa, afirmou na reunião de Câmara de 26 de Outubro de 2011, e com o devido respeito senhor Presidente, Não podemos estar de acordo com a sua afirmação.

 Quem é que criou o gueto do Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar, entre outros espalhados pela cidade?  Não foi a empresa Municipal Gebalis !

Se os Guetos existem, deve-se aos continuados erros do planeamento Urbanísticos, são os continuados erros de arquitectura, foi o divórcio da CML em relação aos bairros municipais que criou o afastamento da cidade aos bairros municipais.

Não podemos continuar a pensar nos bairros, apenas quando estamos em campanha eleitoral é necessário trabalhar lado a lado com as associações, com as colectividades e com todos os agentes locais, diariamente.

Abordar a Política Social de Habitação, é em primeiro lugar pensar nas pessoas, isto é, pensar numa política de valorização da qualidade de vida da população que passando muito pela habitação, não se acaba nela, pelo contrário dá inicio a um processo global de melhoria da qualidade de vida das pessoas.

É pois necessário fazer coincidir a melhoria das condições de alojamento, com a melhoria das condições envolventes aos conjuntos habitacionais, de forma a criar nos moradores, através de uma participação activa destes, uma identificação positiva do conjunto habitacional onde moram.

Dessa forma é necessário um acompanhamento social à população e promover apoios ao seu próprio desenvolvimento.

Será que a empresa Municipal Gebalis, criada para gerir o património da CML em 1995, está dotada de meio humanos para fazer todo este acompanhamento ao nível social?

O realojamento significou para muitos uma mudança efectiva de vida e se muitas famílias conseguiram produzir essa mudança qualitativa com esforço pessoal dos seus membros, outras há, que continuam a revelar dificuldades e debilidades e que, por isso, requerem ajuda e acompanhamento, desde da simples adaptação ao fogo municipal, até aos problemas mais vastos como alcoolismo, inserção no mercado de trabalho, insucesso e abandono escolar, falta de cuidados a vários níveis, não esquecendo o isolamento dos idosos, etc.

Desta forma, achamos que deve haver mais acompanhamento sócio -familiar dos moradores, de forma a responder às suas necessidades; Deve haver mais promoções de acções de sensibilização em vários domínios através do acompanhamento das famílias;

Somos a favor da manutenção da empresa Gebalis, para realizar todos este trabalho necessário de proximidade.

Não acreditamos que os técnicos da CML façam melhor antes pelo contrário, se a empresa Gebalis deixar de existir, não se adivinha melhorias, antes pelo contrário adivinha-se um total afastamento das realidades dos bairros Municipais.

É necessários pensar nas pessoas e na valorização da Cidade de Lisboa, estamos como sempre estivemos ao lado daqueles que querem o melhor para a população que representamos. “

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