Avaliação negativa ao edificado do Bairro da Cruz Vermelha no Lumiar

Câmara Municipal dá ao Bairro da Cruz Vermelha (Lumiar) na avaliação do edificado, espaços verdes e infra-estruturas, nota negativa.

A vereadora da Habitação destacou que grande parte dos bairros municipais é recente – mais de 49 por cento dos fogos têm menos de 15 anos – mas apresenta apesar disso patologias recorrentes, como infiltrações e degradação dos revestimentos.

Helena Roseta acredita que em boa parte dos casos o problema reside em erros de construção e no facto de a Câmara de Lisboa ter no passado feito “um mau acompanhamento, uma má fiscalização” das suas obras.

De acordo com os dados do pelouro da Habitação, as intervenções a curto prazo, consideradas prioritárias e que serão realizadas nos próximos dois anos, abrangem a rua Pedro Queiroz Pereira, bairro da Cruz Vermelha, Quinta das Laranjeiras, Casal dos Machados e Olaias.

Para a Zona Norte Ocidental da cidade estão estimados 32,3 milhões de euros para intervir nos bairros da Alta de Lisboa, da Ameixoeira, Cruz Vermelha, Pedro Queiroz Pereira, Alto do Lumiar, Charneca do Lumiar, Quinta das Lavadeiras e Alto do Chapeleiro.

A Câmara de Lisboa promoveu uma avaliação do estado de conservação dos bairros municipais, nos quais reside cerca de um quinto da população do concelho, e concluiu que em 15 deles tanto as casas como os espaços verdes e as infra-estruturas estão em “bom estado”. No extremo oposto da classificação estão quatro bairros onde todos os indicadores merecem a nota “mau”.

Este “diagnóstico muito preliminar”, como lhe chamou a vereadora da Habitação, foi revelado ontem numa conferência de imprensa destinada a apresentar o Programa Integrado de Gestão e Requalificação dos Bairros Municipais. Nesse documento são elencadas as intervenções a desenvolver nos próximos dez anos pela Câmara de Lisboa nos bairros que são sua propriedade e nos quais vivem 92.600 pessoas.

Ao todo foram 73 os bairros onde o edificado, os espaços verdes e as infra-estruturas (arruamentos e esgotos) foram classificados, com notas de bom, razoável ou mau, ou com a indicação de “em obra” ou “não aplicável”. De notar que três deles – os de Casal de Cambra, Algueirão e Zambujal – se situam fora do concelho de Lisboa.

Bairros bons e maus

Os bairros que obtiveram melhores classificações estendem-se por diferentes áreas da cidade. Telheiras Sul (Campo Grande), Quinta dos Barros (São Domingos de Benfica), Paço do Lumiar e Alto da Faia (Lumiar), Avenida Berlim, Avenida Cidade Luanda, Olivais Norte, Olivais Velho e Quinta do Morgado (Santa Maria dos Olivais), Sargento Abílio (Benfica), Açucenas (Ajuda), Bela Flor (Campolide), Vale Santo António (Penha de França), Quinta do Chalé e Marquês de Abrantes (Marvila) são aqueles que, segundo os serviços tutelados pela vereadora Helena Roseta, merecem a nota “bom” em relação aos três aspectos que foram avaliados.

No pólo oposto encontram-se os bairros da Cruz Vermelha (Lumiar), Condado (Marvila), Boavista (Benfica) e Casalinho da Ajuda (Ajuda), que mereceram a nota “mau” na avaliação do edificado, espaços verdes e infra-estruturas.

Recentemente a autarquia incluiu 35 dos bairros municipais na Carta dos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária, por considerar que os indicadores socioeconómicos e culturais e o estado de conservação das casas exigem intervenção municipal prioritária na próxima década.

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