Freguês que segue, vamos ser todos aviados

Já não estamos de Tanga, com o aquecimento global das finanças Públicas, estamos muito mais à frente, o País está a nu.

 

Em 2008, sem bem se recordar houve uma frase que ficou celebre “ O País está de Tanga” A frase é, como todos sabem, do Primeiro-Ministro do XV Governo Constitucional, do governo da direita (PSD/PP) e foi proferida (com toda a solenidade) na Assembleia da Republica, quando da discussão do Programa do Governo.

A eloquente frase serviu para deixar bem explicito que a dramatização do déficite orçamental era para ser levada até às raias do absurdo, já que era preciso criar um ambiente propício para o não cumprimento de promessas feitas para obter votos e tentar forçar os trabalhadores a aceitarem “os necessários sacrifícios”.

Sacrifícios, que segundo o Programa do Governo, passavam pela perda do poder de compra dos salários, quer através da “moderação, da contenção” ou do congelamento” dos salários acrescido de um aumento do custo de vida através do aumento dos impostos a somar a outros.

Sacrifícios, que ainda segundo o Governo deviam passar pela perda de direitos na legislação laboral e pela diminuição da protecção social e das funções sociais do estado (saúde, ensino) tentando aplicando a máxima quem a quer que a pague”.

Passados oito anos, será que estamos preparados para continuar com mais sacrifícios? Com esta diminuição do poder de compra, com os salários a não acompanhar o nível de vida, com o desemprego a tomar conta das famílias portuguesas, população a viver no linear da pobreza, será que a maioria dos Portugueses estam preparado para este orçamento de estado, vc está preparado para este embate que se adivinhava?

Ao apresentar este Orçamento de Estado, existe ou não uma obrigação moral e um dever político de assumir perante os portugueses uma coerência global das medidas á aplicar, deve ou não garantir a sustentabilidade social tendo em consideração, os sacrifícios que vai pedir.

Toda a gente diz que começa a entender a necessidade abstracta dos sacrifícios, mas ninguém espere por um único voluntário disposto a aceitar que esse sacrifício seja seu.

Portugal devia premiar o mérito e a produtividade, o desleixo e a incapacidade deviam ser severamente castigados. Recompensar quem cumpre orçamentos e punir aqueles que desperdiçam recursos com por exemplo as habituais derrapagens.

O País já não está de tanga. Portugal está despido de tangas, brevemente a praia do Meco vai alargar a todo o território nacional e ilhas.

 Já chega de Tangas !

Texto de Opinião : Gonçalo

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