O que é que falhou nos bairros sociais?

Com o fim das barracas em 1997 / 2001, e com a construção de edifícios, algo mudou na cidade de Lisboa, e em relação aos problemas sociais dos seus residentes, será que alguma coisa mudou?

 Todos aqueles que viveram anos a fio numa barraca, sonharam um dia em ter a oportunidade de viver num prédio, com elevador, com intercomunicador, com um interior perfeito, cozinha grande, com Instalação Sanitária, paredes revestidas de cor branca, transmitindo a paz necessária para começar uma nova vida.

 Recordo a título de exemplo, o caso do Pátio do Piçarra, era exactamente o sonho dessas famílias.

  Então o que é que falhou?

 Será que este modelo de gestão social, não resultou, está obsoleto?

 Será que estas políticas sociais levadas acabo ao longo deste últimos anos, está correcta?

 Será que este modelo e planeamento Urbanísticos estará correcto? Com a construção de edifícios em guetos, 14 anos depois os acessos são o que são, uma merda !

 Será que a empresa criada para gerir o património da CML, está dotada de meio humanos para fazer um acompanhamento ao nível social? E a CML depois de realojar demite-se?

 O que fazer para combater a indiferença, para criar autonomia, para melhorar a manutenção, para incutir valores de construção dos objectivos colectivos dos residentes?

 Será que as famílias que acreditaram no sonho, ainda acreditam, ou renderam-se a evidencia?

 14 Anos depois dos realojamentos o que é que esta a falhar, o que é que falhou?

 O Bairros Sociais tal como são dimensionados e regulados, são sinónimos de discriminação negativa. Não existe duvidas, que actualmente os bairros sociais constituem grandes focos de tensão social, muitos dos seus residentes, encontram-se sem trabalho, factores que podem despoletar o aumento da marginalidade, vandalismo e delinquência juvenil.

 Para o vice-presidente do Comité Português de Coordenação da Habitação Social, senhor João Carvalhosa, “a concentração em bairros sociais não resulta porque as pessoas não saem da espiral de pobreza em que se encontram. Por isso, a sua inserção em outras comunidades confere-lhes a oportunidade e capacidade de contrariar a pobreza. Para o Estado fica mais barato subsidiar as rendas das habitações, embora esta política seja uma opção de gestão”.

 Exemplo que a AMBCV Lumiar regista de positivo são das habitações sociais integradas no bairro dos Olivais, em Lisboa, mostra que é possível realojar pessoas necessitadas sem criar guetos e promovendo a integração. Não sei porque é que nunca mais se actuou do mesmo modo.

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