Associativismo – Cap. IV

O associativismo, no Alto do Lumiar, continua  assumir uma grande importância na vida da nossa comunidade. Quase que se pode dizer que é uma das imagens de marca da nossa zona, e é fácil de verificar que em todo os nosso território existem várias associações e colectividades, umas a trabalhar no terreno há muitos anos e outras recém-nascidas.

Constatamos também, que umas são mais activas que outras, mas regra geral, todas elas desenvolvem actividades com grande espírito de missão, com sacrifício pessoal, familiar e até profissional dos que decidem dar algo de si mesmos, às coisas do seu bairro, por consequência, aos outros.

Mas há, normalmente, uma característica que permite que esta “classe”, a dos voluntários ou “carolas”, vá insistentemente resistindo às constantes mutações sociais.

A Paixão pelas Causas

A par disto e não menos importante, os apoios  as Associações de base local, são cada vez mais difíceis obter, sabemos muitas vezes que a CML ou outras Instituições de Poder local “olha” para o associativismo, transportando, de forma por vezes questionável, uma responsabilização excessiva para os dirigentes, mesmo sendo claro que, em muitos casos, algumas associações acabam por constituir-se como solução a muitos problemas que a própria CML ou a Junta não consegue resolver.

Este pode ser um factor que vai contribuindo para o afastamento de quadros, em especial os mais jovens, das associações e colectividades locais, a falta de apoio.

Quando se propõem algo a uma associação de base local, ou quando se abre a possibilidade de concorrer a uma parceria, devemos olhar para as associações ou colectividades, não como uma IPSS ou como uma ONG, devemos perguntar: – O que é que podem dar do seu trabalho voluntário? Devemos perguntar, que projectos estão a desenvolver em prol da comunidade e em que podemos ajudar/melhorar? Que programa ou que estratégia tem para o ano em curso?

  Este artigo, é um artigo de opinião de João Carlos Beça , é um queixume de um voluntário que tem dado muito do seu tempo à causa, e que gostaria que alguém olhasse e respeitasse mais o Associativismo Local, que não olhasse para as Associações quando precisa, mas dar o apoio devido, aos seus dirigentes e aos seus projectos, porque sem o devido apoio, existem  muitas crianças que morrem à nascença.

 

Uma resposta a Associativismo – Cap. IV

  1. Isabel Saldanha diz:

    Sei que muitas, as Associações de Base local são constantes na luta pelos interesses do Bairro, indiferentes a credos, crenças, humores ou financiamentos. Também é verdade que muitas das vezes têm uma dificuldade acrescida de expressividade porque são essencialmente voluntários que dão o que podem, podendo e dando quase sempre.Acho que a AMBCVL tem dado provas valentes de que pode fazer a diferença e eu quero que saiba que estamos aqui para ajudar.

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