Alta Centro no top da divida de rendas à Gebalis

Rendas em dívida já atingem os 15 milhões

-dinheiro--euros-51804[1]Alta Centro é a zona de Lisboa que mais deve à empresa que gere os bairros municipais.

A GEBALIS empresa que faz a gestão dos cerca de 70 bairros municipais de Lisboa, enfrenta uma dívida acumulada de rendas na ordem dos 15 milhões de euros. Só no ano passado, ficaram por cobrar 3,5 milhões.

Há moradores que não pagam porque não podem – fruto da crise e do desemprego -, mas outros há que não honram os compromissos para com a GEBALIS  sem razão aparente. Para os primeiros, a empresa esgota todas as possibilidades de diálogo e cria planos de amortização; para os segundos, quando nada mais pode ser feito, instaura processos judiciais.

Alta-Centro2[1]“Há que fazer uma avaliação dos casos em termos sociais, antes de avançar para uma situação litigiosa”, sublinha, ao JN, Luís Natal Marques, presidente da Gebalis, revelando ainda que os planos de amortização de dívidas e os processos em tribunal somam mais de 3,2 milhões de euros.

A situação só não asfixia a empresa municipal por estar já prevista nos orçamentos feitos a cada ano. “Estamos a falar de uma dívida acumulada que vem desde 1995, altura em que a Gebalis foi criada. Herdámos o património e as dívidas da Câmara”, refere Luís Natal Marques.

Alta-Centro1[1]De acordo com o responsável, os bairros mais “devedores” são a Alta Centro, Boavista, Horta Nova, Olaias, Alfinetes e Ameixoeira, que juntos, e por esta ordem, somam mais de oito milhões de euros. “São os mais problemáticos socialmente”, explica o responsável. Só os moradores da Alta Centro são responsáveis por 1,781 milhões de euros da dívida acumulada. Boavista deve milhão e meio e o bairro da Horta Nova mais de 1,4 milhões.

De acordo com Natal Marques, até Dezembro de 2004, a dívida acumulada era de 4,6 milhões de euros, crescendo depois a um ritmo de mais de dois milhões por ano em 2005 e 2006. No ano passado, com o agudizar da crise, a dívida disparou, crescendo 3,5 milhões de euros. Mas, em 2007, as rendas em atraso já davam sinais de subida, atingindo 2,8 milhões.

A somar ao problema das rendas em atraso, e também muito por culpa das dificuldades financeiras dos moradores, está a revisão em baixa das rendas, que os moradores podem pedir à Gebalis quando os seus rendimentos entram em queda.

Este ano, as reduções (que são atribuídas por um ano até nova prova de rendimentos) já somam 890 mil euros, o que dá uma média mensal de, aproximadamente, 100 mil euros, revelou ao JN o presidente da Gebalis.

No ano passado, por conta do pedido de revisão em baixa das rendas, a Gebalis arrecadou menos 1,250 milhões de euros, ganhando mais 75 mil euros em aumentos devido à subida de rendimentos de moradores.

Durante os meses deste ano, a revisão em alta das rendas dos moradores dos bairros municipais praticamente não “teve ainda expressão” nos cofres da Gebalis, assumiu Luís Natal Marques.

 2009-09-18 TELMA ROQUE   Jornal de Notícias 

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