Associativismo no Alto do Lumiar que futuro ?

    que futuroO Associativismo é uma das mais relevantes formas de participação democrática do cidadão e é uma via sem margem para dúvida, para o desenvolvimento local nas mais diversas áreas: social, política, desportiva, cultural e artística.

 Com o movimento associativo, a sociedade fica organizada e representada. Um indivíduo estar ou não associado numa Associação ou Colectividade denota algo de muito importante. Pois, no caso de ser associado, isso significa que se identifica com um determinado projecto, uma prática, uma identidade social partilhada pelo grupo que compõe a associação ou colectividade.

Depois de ver alguns Blog,s locais a fechar, de ler no passado sábado uma noticia num Blog vizinho e fácil constatar que existe uma crise no movimento associativo no Alto do Lumiar, onde já somos tão poucos e cada vez seremos menos, como alguém me respondeu alguns dias atrás, “não estou para chatear … quem quiser fazer melhor que apareça”… O pior é que nem sempre quem critica faria melhor ou, tão-pouco, aparece…

Não vá a minha atitude contribuir também para a crise, mas como não gosto de ser avestruz, verifico que não existe apenas uma crise financeira, mas também uma crise humana, ou será que a crise financeira contribui para a crise de valores humanos.  

Hoje em dia vemos a sociedade de costas voltadas para as colectividades, não participando na discussão da vida das associações, não dando um pouco do seu tempo, alheando-se aquilo que se passa, limitam-se apenas a destabilizar e desmoralizar quem, de forma voluntária dá o seu tempo e o seu saber sem esperar algo em troca.

E depois existe aqueles que são sócios apenas para reclamar direitos, não basta ser sócio apenas para beneficiar do preço da camioneta, não basta ser sócio apenas para receber a lembrança no natal, não basta ser sócio apenas quando precisamos, porque temos um problema para resolver com a CML ou com a Gebalis, é necessário trabalhar / participar na vida activa da Associação ou Colectividade é necessário trabalhar ao lado dos corpos sociais, porque estando ao lado é o mesmo que trabalhar para o grupo ao qual você pertence.

grupoNa minha opinião deve haver uma campanha de sensibilização junto da população das vantagem que existe em haver Associações, Colectividades, combate de ideias, trazer a luz do dia, bons exemplos da sociedade organizada.

Costumo dizer:  “ Todos somos poucos na construção de uma melhor sociedade.”

 Artigo de opinião

João Carlos Beça – Secretário da Assembleia-geral da AMBCV Lumiar

4 respostas a Associativismo no Alto do Lumiar que futuro ?

  1. Em parte concordo com este artigo de opinião mas há duas questões que é necessário separar. A primeira é o empenho e o trabalho desenvolvido pelas associações, sozinhas ou em parceria com outras instituições locais. Francamente acho que há muito trabalho feito, a AMBCVL é um bom exemplo disso, outro exemplo é o número de projectos locais apoiados pela Gebalis, o Alto do Lumiar representa perto de 30% dos projectos que a Gebalis apoia em toda a cidade de Lisboa. É significativo e ao mesmo tempo um sinal que muita “coisa a mexer” no nosso Bairro.
    Mas claro que também há o reverso da medalha, que é o envolvimento dos moradores, neste ponto concordo inteiramente com o João Carlos Beça. Gostava de ter uma solução mágica mas não tenho, talvez por ser um optimista (mas com os pés bem assentes no chão) ainda acredito que cada pequena iniciativa, acção ou projecto é uma válida contribuição para o desenvolvimento quer individual quer colectivo da população do nosso Bairro.

  2. ambcvlumiar diz:

    Olá amigo João Tito

    Em relação ao trabalho desenvolvido e o trabalho a desenvolver no Alto do Lumiar pelas Associações e Colectividades locais nada apontar 5 estrelas, sem duvida que apoio da Junta de Freguesia do Lumiar e da Gebalis e de outras instituições continua a ser uma peça fundamental para a concretização dos projectos / objectivos das Colectividades, a questão não é essa amigo.

    Quando eu questiono que futuro para o associativismo no Alto do Lumiar, é claramente registar a dificuldade que muitas Colectividades e Associações estão a ter em garantir a necessária e desejável renovação, até geracional, dos seus quadros dirigentes.

    Porque muitos dos actuais dirigentes das colectividades e Associações são uns resistentes, aqueles que teimosamente continuam a lutar pelo bem comum. E é necessário garantir a continuação do trabalho desenvolvido.

    É necessário o envolvimento dos cidadãos na defesa dos seus interesses individuais e colectivos, implica o combate à indiferença, implica que se actue precocemente junto dos mais jovens, incutindo-lhes os valores da solidariedade, da justiça e da participação cívica.

    É necessário impor critérios mais exigentes de conduta individual e intervenção colectiva, o que implica a necessidade de uma maior responsabilização e envolvimento de cada um nas questões de interesse público,

    Temos ainda muitos velhos do Restelo na nossa zona e é necessário envolve-los, dar todas as oportunidades para os mesmos demonstrar trabalho efectivo, terem a oportunidade de dizerem o que valem, o pior João e aquilo que já escrevi, não aparecem.

    Um Abraço João Carlos Beça

  3. Mónica Azevedo diz:

    Muito interessante este debate e acho que não pode ser mais actual na sociedade portuguesa…

    Concordo com as questões e dificuldades levantadas pelo João Bessa, mas também com a esperança do Tito porque acho que as associações da Alta têm algum dinamismo e muito caminho ainda por fazer!

    E que tal se nos sentássemos um dia a ver como podemos mobilizar mais os moradores para as associações?

    mónica

  4. Carla Pousinho diz:

    Olá a todos,

    Considero este artigo deveras pertinente.
    O comentário da Mónica é muito interessante, de facto o assunto em questão merece toda a atenção, na medida que a grande maioria dos moradores encara as associações locais como agentes prestadores de serviços, sendo eles próprios os destinatários dos mesmos.
    Nesta consideração, é fundamental acentuar o desenvolvimento de acções que apelem a uma maior participação e envolvimento dos moradores, de forma a que se tornem sujeitos activos, contribuindo para a manutenção da existência das associações e porque não, para o seu crescimento.
    Por conseguinte,o facto de a população estar mais envolvida na dinâmica de funcionamento das associações, possbilita que na fase da delineação do plano de acção, as actividades a serem incrementadas coadunem com os seus gostos e expectivas, promovendo o entusiasmo na sua realização.

    Carla Pousinho

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