
No passado dia 16 de Junho, publicamos um artigo de opinião de João Carlos Beça, sobre “Associativismo no Alto do Lumiar que Futuro?” (ler artigo)
Todos reconhecem a necessidade da sua existência, mas não existe dúvidas em relação as suas dificuldades.
Como combater a indiferença dos cidadãos na defesa dos seus interesses individuais e colectivos voluntariamente ou como tornar o Associativismo apelativo, mobilizando novas pessoas para esta que é a mais relevante forma de participação democrática do cidadão.
Lançamos aqui um desafio a sua participação no debate de ideias.
João Tito disse:
Em parte concordo com este artigo de opinião mas há duas questões que é necessário separar. A primeira é o empenho e o trabalho desenvolvido pelas associações, sozinhas ou em parceria com outras instituições locais. Francamente acho que há muito trabalho feito, a AMBCVL é um bom exemplo disso, outro exemplo é o número de projectos locais apoiados pela Gebalis, o Alto do Lumiar representa perto de 30% dos projectos que a Gebalis apoia em toda a cidade de Lisboa. É significativo e ao mesmo tempo um sinal que muita “coisa a mexer” no nosso Bairro.
Mas claro que também há o reverso da medalha, que é o envolvimento dos moradores, neste ponto concordo inteiramente com o João Carlos Beça. Gostava de ter uma solução mágica mas não tenho, talvez por ser um optimista (mas com os pés bem assentes no chão) ainda acredito que cada pequena iniciativa, acção ou projecto é uma válida contribuição para o desenvolvimento quer individual quer colectivo da população do nosso Bairro.
João Carlos Beça disse:
Olá amigo João Tito
Em relação ao trabalho desenvolvido ou a desenvolver no Alto do Lumiar pelas Associações e Colectividades locais nada apontar 5 estrelas, sem duvida que apoio da Junta de Freguesia do Lumiar e da Gebalis e de outras instituições continua a ser uma peça fundamental para a concretização dos projectos / objectivos das Colectividades, a questão não é essa amigo.
Quando eu questiono que futuro para o associativismo no Alto do Lumiar, é claramente registar a dificuldade que muitas Colectividades e Associações estão a ter em garantir a necessária e desejável renovação, até geracional, dos seus quadros dirigentes.
Porque muitos dos actuais dirigentes das colectividades e Associações são uns resistentes, aqueles que teimosamente continuam a lutar pelo bem comum. E é necessário garantir a continuação do trabalho desenvolvido.
É necessário o envolvimento dos cidadãos na defesa dos seus interesses individuais e colectivos, implica o combate à indiferença, implica que se actue precocemente junto dos mais jovens, incutindo-lhes os valores da solidariedade, da justiça e da participação cívica.
É necessário impor critérios mais exigentes de conduta individual e intervenção colectiva, o que implica a necessidade de uma maior responsabilização e envolvimento de cada um nas questões de interesse público,
Temos ainda muitos velhos do Restelo na nossa zona e é necessário envolve-los, dar todas as oportunidades para os mesmos demonstrar trabalho efectivo, terem a oportunidade de dizerem o que valem, o pior João e aquilo que já escrevi, não aparecem.
Mónica Azevedo disse:
Muito interessante este debate e acho que não pode ser mais actual na sociedade portuguesa…
Concordo com as questões e dificuldades levantadas pelo João Bessa, mas também com a esperança do Tito porque acho que as associações da Alta têm algum dinamismo e muito caminho ainda por fazer!
E que tal se nos sentássemos um dia a ver como podemos mobilizar mais os moradores para as associações?
Carla Pousinho disse:
Olá a todos,
Considero este artigo deveras pertinente.
O comentário da Mónica é muito interessante, de facto o assunto em questão merece toda a atenção, na medida que a grande maioria dos moradores encara as associações locais como agentes prestadores de serviços, sendo eles próprios os destinatários dos mesmos.
Nesta consideração, é fundamental acentuar o desenvolvimento de acções que apelem a uma maior participação e envolvimento dos moradores, de forma a que se tornem sujeitos activos, contribuindo para a manutenção da existência das associações e porque não, para o seu crescimento.
Por conseguinte, o facto de a população estar mais envolvida na dinâmica de funcionamento das associações, possibilita que na fase da delineação do plano de acção, as actividades a serem incrementadas coadunem com os seus gostos e expectivas, promovendo o entusiasmo na sua realização.
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